quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Morte passagem necessária

Hoje olhando na internet encontrei a foto de um amigo e irmão de comunidade que faleceu a quase um ano, estavamos no mesmo ano de faculdade, e na época dormia-mos no mesmo quarto, é um choque alguem próximo a você morrer, ainda mais quando você se imagina no lugar da pessoa. O Hayslan sofreu um acidente de carro junto com outros irmãos, ele ficou uma semana internado e enfim no dia 31 veio a falecer, engraçado que eu tinha pedido a nosso Senhor a graça de ter ido a missa que o Hayslan foi, onde estavam expostas as relíquias de  Dom Bosco, mas acabei não indo, não quero aqui entrar na discurssão do "se" eu tivesse ido, mas sim de como estou levando a minha vida, pois eu não sei quando ela aqui vai se findar, creio na vida eterna, mas se eu não viver bem o hoje essa vida eterna não vai chegar a mim.
É incrivel, pensar na minha vida lembrando a morte desse meu irmão que lutou tanto para viver, queria ser padre assim como eu, começou a estudar bem antes de mim, mas morreu antes de realizar esse sonho, isso mexe comigo, será que estou levando a minha vida a séria, ou com a seriedade que ela merece? Não tenho o direito de levar a minha vida de qualquer jeito, não tenho mesmo, pois se Deus me da a graça de ainda estar aqui, e de neste momento está escrevendo esse que alguem provavelmente vai ler e até mesmo repensar a sua vida, ou simplesmente achar que isso é besteira, mas só pode ser besteira para uma vida sem sentido, não posso viver por viver, ir na onda, "deixar a vida me levar", isso não é vida, me desculpe quem pensa assim, saiba de uma coisa, você não sabe do seu amanhã, não podemos viver como se não tivesse-mos um amanhã, como se a vida terminasse aqui, ou até mesmo como se a nossa vida de nada valesse, Deus nos deu um dom precioso, e eu me pergunto, o que tenho feito dele? talvez até algumas coisas boas, mas será que isso me basta? Mediante a tão grande dom recebido?
Acredito que a vida de certa forma também é um dom, e isso pode até mesmo assustar algumas pessoas, mas não posso ver a vida apenas como uma inimiga, ela faz parte do itinerário da vida humana, ela é a porta de passagem, porem ela não da passagem para um único lugar, e corremos o risco de morrer sem vivermos tudo o que deveria-mos viver aqui, ou da forma que deveria-mos viver. Não pretendo aqui dar respostas para o fim último da vida humana, mas expressar meu sentimento frente a morte de um amigo, que até hoje repercute em minha vida, de um "mal" Deus pode e tira um bem, creio que depende da abertura de nossos corações, a forma da morte desse meu amigo foi e é um mal que mexe comigo até então, não sou de chorar, e isso não é mérito, mas quando penso nisso me vem o desejo de chorar, creio que a ausência de um amigo faz isso, mas que também repensar a vida é um ato doloroso quando se quer viver da melhor forma possível.
Como disse não quero e nem me atrevo responder coisas relacionadas ao fim último da vida humana, sou teólogo, mas este blog é um momento de partilha, de certa forma reflexiva mas não académica, deixemos o ter altamente teológico para depois se alguém assim o desejar. Creio que a morte não é o fim, ela é a passagem, é porta, talvez o medo que temos dela é em função do fim deste momento presente, mas quando passamos a olhar para um novo amanhã, aquele que nosso Senhor tanto nos mostrou, que é a vida eterna, até a morte mais dolorosa cria sentido em nossas vidas.
Que o Senhor nos ensine a viver o hoje olhando para o amanhã que se encontra nele, que é a nossa mais profunda e verdadeira realização.
Fiquem com Deus.

domingo, 14 de novembro de 2010

Autoridade que vem do desejo de Deus

Neste final de semana está acontecendo aqui em cachoeira Paulista um acampamento de cura e libertação, a chácara está lotada, tem por volta de 70,000 pessoas, e isso é muita gente, o pregador do retiro é o Pe. Ruffus da Índia.Esta sendo uma acampamento fantástico, algumas coisas me chamam muito a atenção neste acampamento, vou partilhar algumas delas.
Em primeiro lugar, é a quantidade de pessoas que estão participando deste retiro, é um grande sinal, sinal de que as pessoas estão querendo ser curadas, e se elas querem isso, é sinal que elas percebem isso, elas estão cientes de que tem feridas que as impedem de viver, de serem livres. São feridas interiores, algumas estão escondidas no mais profundo do nosso ser, e não temos tanta consciência, mas alem de nossa consciência existe um Deus que quer nos curar, e podemos perceber isso ao longo de toda a história bíblica, onde percebemos um Deus que luta para nos tocar.
Uma outra coisa que me chama muito a atenção é que as pessoas buscam a cura, mas não sabem como alcançar essa cura, e o pregador vai mostrando que essa cura não vem de forma mágica mas sim, através da consciência de estamos feridos, e assumimos as nossas feridas, e vamos ao encontro do Senhor, pois a cura vem da experiência com Deus, com nosso Senhor Jesus Cristo. 
Uma outra coisa que me chama a atenção é que sempre quando o Pe. Ruffus vem aqui em cachoeira Paulista essa chácara fica lotada, e o interessante é que o pregador não tem atrativos externos, como, beleza física, voz bonita ou algo do tipo, e isso é belo, pois percebo que as pessoas vem atrás de Deus, são atraídas por Deus, Aristóteles dizia que existia um motor imóvel, que movia todas as coisas, e nós cristão entendemos muito bem o que ou melhor quem é esse motor imóvel, ele é Deus, o que me chama atenção nesse pensamento é que Deus é aquele que nos move, somos atraídos a Ele, dia-após-dia. 
Vendo tantas pessoas sendo atraída me recordo de uma pergunta que é feita no evangelho de Marcos a Jesus: "E lhe disseram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? ou quem te deu tal autoridade para fazer estas coisas?" Mc 11,28. É a mesma pergunta que poderia-mos fazer ao Pe. Ruffus, e creio que a resposta seria a seguinte: "Vem de nosso Senhor Jesus Cristo". 
Percebo que fazer um acampamento de cura e libertação é a certeza de que Deus nos quer curados, e não apenas umas cura física, mas sim uma cura interior, aquela que nos faz capaz de amar. 
Irmãos e irmãs, clamemos a Deus de todo o nosso coração que ele nos cure, que ele nos mostre o caminho da cura e não o da magia. Estamos todos machucados, necessitados de cura, e o mundo está nos apresentando uma falsa cura, que na verdade é anestésico, pois não vai na raiz, apenas nos da uma sensação de prazer só que muito momentâneo. 
A verdadeira cura e libertação vem também com a nossa conversão, essa é a maior cura que pode vir até nós, ver essa multidão me traz a certeza, Deus quer nos curar, só por isso ele trouxe essas milhares de pessoas até aqui.
Fiquem na Paz

domingo, 22 de agosto de 2010

Um Deus que não se cansa de acreditar

Sou apaixonado por Cristo e por suas atitudes, me impressiona e olhar nos evangelhos o profundo amor que Ele tem pela humanidade, quando encontrava uma pessoa desacreditada pela sociedade e até mesmo por si mesma, Ele revelava a ela o valor que ela tinha.
É comum nós desacreditar-mos das pessoas que estão a nossa volta, fazemos isso até mesmo isso conosco, e infelizmente somos aqueles que geralmente condenam alguém pelo passado, julgamos a pessoa por aquilo que ela fez, que ela viveu, diante disso que me animo ao olhar para Cristo, e ver que Ele fez e faz de forma diferente. Gosto muito de falar de Maria Madalena, pois no evangelho de Nosso Senhor segundo Lucas, é narrado que Maria Madalena foi curada e liberta por Jesus e que dela saíram sete demônios, falar que dela saíram sete demônios, é dizer que naquela mulher existiam muitas enfermidades não só físicas, mas também psicológicas e espirituais, o sete na bíblia expressa a totalidade de algo, algo incalculável.
Após a ressurreição Jesus segundo João aparece em primeiro lugar a  Maria Madalena, aquela que foi logo de madrugada cuidar do corpo de Jesus. Em Maria Madalena vejo o trato de Jesus com toda a humanidade, pois ele a acolheu, não a condenou pelos males que tinha, e nem pelo mal que havia vivido, ao contrário da sociedade da época Ele a acolhe, e em momento algum o vemos a excluindo, ela que foi uma de suas seguidoras, existe um livro que afirma, que Maria Madalena não se converteu naquele momento, e que viveu inumeras quedas até decidir-se inteiramente por Cristo, não sei até que ponto isso é verdade, mas vejo uma verdade nisso, Cristo espera o tempo de cada um e não nos condena em meio as nossas quedas, quando digo não nos condena, não me refiro a fazer vista grossa diante de nossas fraquezas, mas vê que nós somos mais que nossas fraquezas, e não nos rejeita por elas.
É animador ver em Cristo o amor absoluto que até mesmo nos constrange, Ele não nos condena por nossa história, mas entra nela para nos fazer mais felizes. aprenda-mos com Cristo amar, e ir-mos alem da história de cada um.
Fiquem com Deus.

sábado, 24 de julho de 2010

O Sofrimento não é o fim

Muitas pessoas estão apresentando atualmente fórmulas para viver sem sofrimento, é um desejo justo, porem oferecer uma fórmula desse tipo é enganação, pois não encontraremos uma fórmula verdadeira que nos faça viver sem sofrimento.
Olhemos para uma mulher grávida geralmente quando a mulher descobre que está grávida e que traz em si uma outra vida, ela se alegra, alegria essa que a faz acolher a idéia de um parto que no primeiro momento a fará sofrer, porem ela sabe que aquele sofrimento é temporário, e após o sofrimento vem a alegria de uma nova vida, ela encontra um sentido para o sofrimento vivido.
Não sou masoquista, porem ainda não encontrei a forma de evitar os sofrimentos, alguns até que consigo, porem não  a todos, com isso dia-após-dia preciso dar um sentido não somente a minha vida, mas também aos sofrimentos do dia-a-dia. Não estou dizendo que temos que nos conformar com eles, porem eles estão ai, e alguns são inevitáveis, algumas pessoas atualmente gastam tanto, e tanto tempo para evitar os sofrimentos que de certa forma deixam de viver. 
Não acabaremos com o sofrimento do mundo, algum sofrimento podemos até evitar, mas os sofrimentos que são inevitáveis precisam ser bem vividos, e  vivê-los bem não dizer que gosta deles ou que os merece, mas sim encontrar um sentido para que o sofrimento não seja em vão, digo sentido e não justificativa. É preciso compreender que o sofrimento não precisa ser o fim, e na verdade não é, desde que encontremos o sentido para bem vivê-lo e supera-lo. 
Fiquem com Deus.

Uma resposta que transforme

Como nenhum de nós é uma ilha, ao longo de nossa vida nós, nos encontramos com várias pessoas e esses encontros são positivos ou negativos. Algumas pessoas já estão tão frustradas e machucadas que não confiam mais, e nem querem contato de proximidade com as pessoas, devido aos machucados causados por esses encontros. É sabido que nem todas as pessoas que encontramos nos fazem bem, algumas nos machucam profundamente consciente ou inconscientemente, mas independente da consciência das pessoas que estão ao nosso redor, nós em algum momento saímos machucados.
Então mediante a isso o que fazer? deixar de nos relacionar? acredito que a resposta não é essa, pois inumeras ciências chegam a conclusão de que o homem é um ser sociável, o homem é um ser para o relacionamento e assim vai, sendo assim deixar de nos relacionar, é ir contra a nossa própria natureza.
Ao mesmo tempo que somos machucados, somos também causadores de machucados, pois machucamos as pessoas que estão a nossa volta e a nós mesmos. A questão fundamental a respeito desses encontro não está nos machucados em si, mas sim na resposta que damos tanto aos encontros negativos que nos machucam, como também aos positivos.
No dia-adia nós geralmente deixamos que as experiências negativas que temos com os encontros nos transforme, ou melhor dizendo nos deformem, precisamos dar uma resposta diferente, uma resposta positiva, pois não podemos ser deformados pelas atitudes de algumas pessoas que depois nem mesmo se importarão com o que provocaram em nós.
De um mal pode surgir um bem, e isso depende da resposta que damos ao mal que nos é imposto, aprendamos a dar uma resposta diferente, para que possamos crescer a cada encontro do dia-dia.
Fiquem com Deus!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Somos mais do que rótulos

Nem sempre o que dizem de nós ou para nós condiz com a verdade, infelizmente compramos muito facilmente o que as pessoas dizem. Não podemos ser incrédulos, ou céticos, mas precisamos ter um bom filtro, pois nem tudo que é dito condiz com a realidade ou a verdade.
Corremos sempre o risco de nos tornar-mos frutos de julgamentos externos com relação a nós, nos tornamos até mesmo reféns desses julgamentos externos. Não é por que as pessoas dizem que não prestamos, que somos maus, que realmente essa é a realidade, precisamos nos conhecer mais afundo para evitar essas confusões, somos facilmente induzidos, e o engraçado é que sempre falamos; " eu não sou influenciável" minha gente isso é uma mentira, nós estamos em formação, não creio que sejamos uma "metamorfose ambulante" mas ainda sim, estamos em formação, pois então o externo nos influencia com certeza. 
Somos pessoas que constantemente se importam com o que as outras pessoas vão pensar de nós, e isso não é negativo, não estamos sós mas não podemos deixar de ser o que somos para nos tornar-mos o que as pessoas querem, ou pensam de nós.
A verdadeira revelação de quem nós somos não se da nas pessoas que estão a nossa volta, mas sim se da no verdadeiro modelo da humanidade O Cristo verbo encarnado, é Ele que mostra o nosso verdadeiro sentido em quanto pessoas. Quanto mais próximos de Cristo, mais nos conhecemos, se algumas pessoas podem mostrar facetas de quem nós somos, imagine o que O Cristo pode nos revelar de nós mesmos, para encerrar me recordo de Maria Madalena, sou apaixonado pela história dela, mulher que em sua época era descriminada, e aceitara os rótulos que lhe foram impostos, mas Cristo não parou nas fraquezas ou nos rótulos que ela possuía, Ele viu a verdade por traz dos rótulos. Maria Madalena segundo João evangelista foi a primeira a encontra-se com o Cristo ressuscitado, aquela que para todos era perdida em Cristo foi encontrada. Pensemos nisso, somos perdidos para muitos, mas encontrados no Cristo, somos mais que os rótulos.
Fiquem na Paz.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A verdadeira Imagem de Deus

É tão difícil ter uma boa imagem de Deus, parece estranho, mas é isso mesmo, geralmente a imagem que temos de Deus não é das melhores. Quem não cresceu com a frase " Deus castiga"?  Escutei muito essa frase, e mesmo tendo estudado filosofia e teologia, percebo que ela ainda me acompanha. Acabo atribuindo as dificuldades de minha vida ao castigo de Deus, com isso acabo tendo uma imagem de Deus, que não pertence a Ele, João em sua carta define Deus com a seguinte frase; "Deus é Amor", e ainda sim, me vejo em alguns momentos atribuindo a Deus uma imagem negativa que não corresponde a Ele, mas ainda bem que o Espírito Santo não me deixa na mão, e vai aos poucos restaurando em meu interior a imagem de Deus.
Os nossos atos tem conseqüência, andamos como se tivéssemos um chicote em nossas mãos, e a cada passo que damos nos flagelamos, e colocamos a culpa em Deus, e Ele em sua infinita bondade ainda sim quer revelar a nós a sua verdadeira imagem, a do Amor.
Agradeço a Deus, por não se cansar de mim, tenha certeza Ele não se cansa de você, que o Espírito Santo nos conduza a cada dia a contemplar-mos a verdadeira imagem de Deus. Não me atrevo a dizer que Deus não venha a nos corrigir, mas o mal não é fruto da ação, ou represália de Deus, mas conseqüência de nossa liberdade, Deus corrigi sim, mas com amor, a dor já é por nossa conta.
Deus nos Ama, e nos corrigi no amor, não esqueçamos jamais disso.
Fiquem na Paz!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Pessoal, para mim é um novo tempo, estou morando em Cachoeira Paulista novamente, é muita novidade em pouco tempo, então me organizar por aqui para voltar a escrever, quero continuar partilhando com vocês.
Aos de Palmas, os trago em meu coração e minhas orações, não me esquecerei de todos, e de tudo que vivi ai.
a todos até breve.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Não estamos prontos.

Ao longo deste meu tempo de formação descobri que não sou tão bom, ao menos não como eu pensava. É interessante e frustrante quando nos deparamos com as nossas fraquezas, no caso em questão as minhas, compreendo melhor a luta de tantos que querem ser melhor, mas infelizmente ainda não consegue, com isso, Deus tem me dado um olhar de misericórdia, pois, é esse o olhar que Ele tem para comigo.
 Confesso já me achei bom, já me achei o fiel, infelizmente é um risco, atrevo-me até a dizer que é uma fase que passamos ao longo de nossa caminhada, pois um dia tivemos o nosso encontro com Deus, e de certa forma algo novo acontece em nós, porem acreditamos que esse primeiro encontro com Deus é o transformador, de forma que já nos achamos prontos, ai que está a loucura, a de nos achar-mos pronto, o transformado, o fiel. Estou me preparado para ser padre, estou próximo disto, e descubro que não estou pronto, não sou bom, ainda que em alguns momentos eu me sinta assim, ainda bem que tenho momentos de sinceridade como esse, pois posso olhar para a minha verdade, meu antigo bispo um dia me disse, que quando fosse me ordenar ordenaria um homem, e não um pedaço de carne, sim sou homem, um homem que não está pronto, que não tem o direito de se achar melhor que seu ninguém.
Compreendo hoje que sou tirado do meio do povo para ser padre, sou entregue a este povo de forma nova, não melhor que ninguém, mas alguém que tem a vocação de dar-se, tirado do meio do povo, pois não deixo de ser gente, sinto o que as pessoas normalmente sentem, não tenho direito de colocar-me acima de ninguém, é o Cristo que é o Senhor, Ele é quem é fiel.
Fique com Deus.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Amar sem possuir

É incrível como nós comumente confundimos amor com posse, pois diante daquilo que possuímos temos o ímpeto de cuidar, preservar, pois é nosso, somos proprietários, mas o com o amor é diferente, amar é entrega, não se tenta preservar por possuir, mas se entrega para preservar, para mim o modelo de amar sem possuir é o Cristo, pois ele muito amou, a ponto de entregar-se, mesmo sabendo que os seus iriam decepcioná-lo, mesmo assim ele amou incondicionalmente, sem esperar algo em troca, amar sem possuir é ter o amor conformado ao amor de Cristo, em nele está o verdadeiro amor, aquele que é sem reservas.
Geralmente surge a seguinte frase, " se você me amasse você faria isso por mim", porem quem ama, não faz uma imposição como essa, o amor é incondicional, ele não retém para si, muito pelo contrário ele doa, ele é pura entrega. Com percebemos que o nosso amar é ainda imaturo, precisa crescer, parecemos crianças que se apegam aos seus brinquedos mesmo não querendo mais não permitem que outros cheguem perto, o brinquedo é posse sua, a mesma coisa fazemos com as pessoas que estão ao nosso redor, queremos apenas que elas nos satisfaçam, mesmo quando falamos o contrario, o amor não precisa de auto propaganda, o amor fala por si, sem a auto afirmação que estamos acostumados. Amar sem possuir é meta, que se alcança com os olhos fixos naquele que verdadeiramente amou sem possuir, sejamos no amor imitadores do amor.
Fiquem na Paz.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Estou de volta

Nossa faz tempo que não escrevo algo aqui, vendo na tv falar de blogs e coisas afins, resolvi escrever alguma coisa, ai percebi como que o tempo passa tão rápido e nós não percebemos, as vezes ficamos tão preocupados em que chegue uma determinada coisa, que acabamos esquecendo que a melhor forma de esperar é vivendo, pois quando nos transportamos lá para frente para aquilo que esperamos deixamos de lado o hoje.
Se não me engano o meu último post foi em 2008, já estamos em 2010 copa do mundo, deixar de escrever no blog é coisa simples não é o fim do mundo, mas, me fez lembrar que já fiz isso em vários momentos da minha vida, deixei o presente para me prender no futuro, esquecendo que o meu futuro depende do meu hoje, do meu agora. Que Deus me de a graça de viver bem o tempo presente, pra que o meu futuro não seja para mim ausente.